quinta-feira, 12 de abril de 2012


PRINCIPAIS MANCHETES DE HOJE NO BRASIL E NO MUNDO

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terça-feira, 27 de março de 2012


Jornais Online de Todo o Mundo ao Alcance do seu Mouse, atualizados para o dia em que você os acessar


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domingo, 11 de março de 2012

Lucas Mendes: Aids e o namoro do bode



Aids deprime e desamina a conversa, mas o jornalista Craig Timberg e o cientista Daniel Helperin acabam de publicar um livro com histórias fascinantes sobre fracassos e sucessos no combate a AIDS em vários países, com ênfase nos países africanos. O livro é Tinderbox: How the West Sparkled the AIDS Epidemic and How the World Can Finally Overcome It.



Não vamos falar em números e percentagens mas vale a pena lembrar a origem da história. Aids existia em macacos, há milhares de anos na África, e se chamava SIV. No século 19, colonizadores alemães e belgas chegaram a Camarões e à região que seria chamada Congo Belga. 

Nestas expedições, de comércio levavam carregadores africanos para pegar no pesado e era comum matar macacos para comer.

No sangrento processo de destrinchar um animal, algum empregado, com um corte na mão, pegou o vírus do SIM.

Biólogos, geneticistas e epidemiologistas hoje são e capazes de identificar um vírus, seus descendentes e mutantes durantes séculos.

Naquelas aldeias pequenas e distantes da África, as doenças começavam e matavam com os mesmos sintomas de tantas outras doenças: diarreia, febre e enfraquecimento. Foi entre 1884 e 1924, provavelmente em 1908 que o primeiro vírus saiu da população dos chinpanzés para os humanos.

Craig Timberg conta que o ano-chave na nossa geração é 1960, quando o belgas saem do Congo que fica independente. Os geneticistas calculam que de mil a duas mil pessoas naquele ano tinham Aids no Congo, mas a doença ainda não tinha nome.

Com a saída dos belgas, a economia e a administração do Congo colapsaram e as Nações Unidas mandaram milhares de médicos, enfermeiras, técnicos que falavam francês, centenas deles haitianos.

Na revolução sexual dos 60 e 70, o Haiti era um dos destinos favoritos dos americanos. Foram eles, ou através deles, que a Aids chegou aos Estados Unidos.

Eu morava na rua 9, no Village, e a continuação era a rua Chistopher, que tinha a maior concentração de gays em Nova York. Um dia, minha mulher Rose, que produzia matérias para a Bandeirantes me disse que trabalhava numa matéira sobre gays que que morriam de uma doença misteriosa.

Em 1981 a palavra Aids apareceu pela primeira vez na imprensa, na revista Newsweek. Craig Timberg estava na escola e se lembra do pavor da geração dele, na faixa dos 16, 17 anos, que tinha suas primeiras experiências sexuais.

Na década de 90, a doença começou a ser contida nos Estados Unidos mas galopava na África onde o homossexualismo era um tabu. Aids, na África, foi diagnosticada como promiscuidade de brancos e ignorada em vários países, entre eles a África do Sul, um dos mais sofisticados do continente.

No Congo Belga, um país atrasado, que tinha virado Zaire, os doentes eram chamados de "londrinos", coisa de expatriados ingleses. O ditador Mobutu dizia que a doença chegou na Africa quando milhares de fãs foram assistir à luta de George Foreman e Muhammad Ali e não fez nada para conter a epidemia. O filho dele morreu de Aids.

Uganda, onde Aids se chama Slim, deu a volta por cima. A doença corria solta quando Museveni chegou ao poder em 1986 depois de uma guerra civil.

Intelectual de esquerda, Museveni ouviu os médicos e mandou um grupo de funcionários para ser treinado em Cuba. Dezoito deles tinham Aids. Fidel disse a Museveni: "Irmão, você tem um problema grave".

O africano acreditou, entendeu que a doença se espalhava pela promiscuidade sexual e criou um programa chamado "Zero Grazing" ou "Pastagem Zero". A metáfora vem do bode que fica amarrado num toco e só come o capim em volta até formar um zero.

Num país onde a poligamia era legal e comum a campanha do Museveni enfatizava a monogamia. Quem pasta em casa, como o bode, sobrevive. Quem pasta fora de casa morre de Aids.

Em resumo, Timberg e Helperin demonstram que algumas das campanhas mais simples, como as de Uganda e Zimbábue, que enfatizavam a redução no número de parceiros sexuais, foram mais eficientes no combate a Aids do que os modelos criados pela ONU, Estados Unidos e Europa.

O uso da camisinha funcionou bem na Tailândia onde as prostitutas eram a principal fonte da doença, mas este não é o caso na África, nos Estados Unidos nem na Europa .

Outra revelação: circuncisão. E aqui infelizmente entra uma percentagem. Timberg e Halperin dizem que os circuncidados têm 70% menos chance de contrair Aids porque a pele exterior do pênis é fina, frágil e fácil de ser penetrada pelo vírus. Os não circuncidados contrariam estes números. Outra história, cheia de números.

Na dúvida, camisinha nele.

PS: Obrigado aos autores Craig Timberg e Daniel Halperin.

sábado, 4 de fevereiro de 2012


Jovens gays são foco 

de campanha contra a 

Aids no Carnaval
03 de fevereiro de 2012  17h59  atualizado às 18h05

Fotos


Número de casos de Aids entre jovens gays de 15 a 24 anos cresceu 10% em 12 anos. Foto: Divulgação
Número de casos de Aids entre jovens gays de 15 a 24 anos cresceu 10% em 12 anos
Foto: Divulgação


O foco da campanha de prevenção à Aids do Ministério da Saúde neste Carnaval serão os jovens gays de 15 a 24 anos. O ministério divulgou na última quinta-feira (2) as imagens da campanha que será divulgada em todo o País.
O foco da campanha é motivado pelos números do boletim da Aids divulgado em dezembro. De acordo com o ministério, o número de casos de Aids entre jovens heterossexuais com idade entre 15 e 24 anos caiu 20,1% entre 1998 e 2010. Mas, entre os jovens homossexuais da mesma idade, o número de casos subiu cerca de 10%.
Além do jovem homossexual, a campanha também terá cartazes voltado para o público travesti. Este será o primeiro ano que o público será alvo de uma campanha de conscientização. Para o minsitro Alexandre Padilha, o momento do Carnaval é oportuno. "Vamos chamar a atenção para a saúde em situações e momentos específicos nessa grande festa", disse.
A campanha abordará o conceito de que, durante a folia, tudo pode acontecer e que é preciso estar prevenido. As imagens que representam situações de envolvimento entre casais heterossexuais, homossexuais e travestis durante o Carnaval já estão sendo veiculadas. Após a festa, outra campanha, focada na realização de testes de diagnóstico, será transmitida nos canais de TV, rádio, internet e outdoors.
Nas cidades com as principais festas de Carnaval do País, o Ministério também realizará campanhas específicas. Em Salvador, Recife e Olinda, por exemplo, um estande realizará testes rápidos de HIV gratuitamente para os foliões.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Manchetes dos Jornais deste DOMINGO (Do Blog do Josias)


Globo: O retrato da falta de fiscalização no Rio
Folha: Polícia na cracolândia é aprovada por 82% em SP
Estadão: Estrangeiro no Brasil envia mais dinheiro para o exterior
Zero Hora: Meninos condenados
Veja: O melhor professor do mundo
Época: Anatomia da corrupção
IstoÉ: Horror no Rio: O preço da imprudência
IstoÉ Dinheiro: Os planos de Graça Foster no comando da Petrobras
CartaCapital: A guerra da Internet
Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012


O Princípio das Trocas de Informações Intra-Sistema Humano (Intrassistêmicas ou Intracorpóreas), da Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem, de Rosalda Paim e, a publicação "O que é Nutrição Funcional? - Por Gabriel de Carvalho" 


O referido Princípio é assim enunciado:

Princípio das Trocas de Informações Intracorpóreas ou Intrassistêmicas 

         No interior do organismo humano, como em outros sistemas vivos, todas as ações fisiológicas (físico-químicas) são reações (respostas) a um conjunto de estímulos informacionais, cujos mecanismos de regulação e de controle dependem, também, de uma complexa rede de informações entre os diversos subsistemas do organismo, tudo em consonância com a programação constante do código genético e, mediadas por matéria e energia, ou seja, por fenômenos de natureza física, química ou físico-química.

(Do Livro: Paim, Rosalda C. N - Teoria Sistêmico Ecológica - Uma Visão Holística da Enfermagem - Lambari - 2a. Edição - Informática Editoração - Ano 2000 - 234 p.) 

 Todos os direitos reservados aos autores
                                  copyright Ó by Rosalda C.N. Paim 

A abordagem de Gabriel de Carvalho, ao comparar o organismo humano a um computador e o Nutricionista a um programador, além de considerar alimentação como como um aspecto dos aportes de informações ao nosso corpo, não só favorece a compreensão do Princípio acima, formulado pela teorista de enfermagem Rosalda Paim, como é capaz de demonstrar a sua coerência e aplicabilidade. (Comentário de Edson Paim) 

Destacamos o trecho da publicação do Nutricionista Gabriel de Carvalho, acima comentado:   

"Da mesma forma que os dados e comandos que colocamos em um computador determinarão o funcionamento desta máquina, as informações que colocamos em nosso organismo, determinarão o seu funcionamento. Os nutrientes (sejam bons ou ruins, equilibrados ou desequilibrados), toxinas, hormônios e neurotransmissores são as “informações” que colocamos em nosso corpo diariamente. Caso você não goste de como sua máquina está funcionando, mude as informações que oferece a ela! Melhor ainda, “contrate” um programador, o nutricionista funcional, para lhe ajudar nesta tarefa!"

Após o enunciado do Princípio das Trocas de Informações  Intra-Sistema Humano (Intrassistêmicas ou Intracorpóreas), Rosalda Paim acrescenta: 


Introdução: Este princípio se refere ao conjunto de informações resultantes de estímulos externos, oriundos do ambiente, aportados ao organismo através dos exteroceptores (receptores externos) e, por estímulos internos, originados no próprio interior do organismo, captados por interoceptores, (receptores internos).
Estas informações ou estímulos trafegam no organismo (mediadas por matéria e energia), aportando aos centros específicos de recepção, de decodificação de informações e de tomada de decisões (comando e controle), os quais emitem as respostas correspondentes, em consonância com a programação genética e adquirida.
Dessa rede de informações depende o conjunto das demais trocas que se processam no seu interior, isto é, entre suas células, seus órgãos,seus aparelhos e seus sistemas e, da totalidade do organismo, como um todo, com o meio externo (ambiente). Todos estes processos são necessários à concretização, regulação e controle da totalidade das funções metabólicas do sistema humano e, de suas ações sobre oambiente externo, objetivando a manutenção do estado de equilíbrioglobal do organismo, dos seus órgãos, aparelhos e sistemas.
Este estado de equilíbrio depende, por sua vez, do funcionamento das células individuais (já que a célula é a unidade funcional básica do organismo) e que o estado de saúde e a continuação da vida dependem da manutenção de um adequado meio ambiente líquido, o qual banha o exterior de todas as células (meio interno ou “millieu interieur”, como o designou o grande fisiologista Claude Bernard17), ou seja, depende da constância da composição dos líquidos extracelulares.
O estado de equilíbrio do organismo é expresso pela constância da composição química e das características físicas do meio interno ou liquido extracelular, no qual está mergulhada a totalidade das células do organismo, constituindo o ambiente imediato de cada célula e, entre ambos (célula e seu ambiente), são efetuadas constantes trocas.
Portanto, todas as células, órgãos, aparelhos e sistemas, cada qual de modo próprio, desempenham papéis individuais na manutenção da constância desse meio interno líquido, processo designadohomeostasia (termo criado pelo, também notável, fisiologista Walter Cannon18).
Enfatiza-se que, tudo no organismo é inter-relacionado, sistêmico. Por isto, para a consecução do seu equilíbrio global (homeostasia), para a integração e funcionamento harmônico e sinérgico de toda a sua estrutura (anatomia e histologia), de sua dinâmica (fisiologia), existem complexos mecanismos de comando, de regulação e de controle (cibernéticos) que, por sua vez, necessitam de uma, também não menos complexa, rede de informações que capta sinais do ambiente externo e de cada um dos elementos internos e, os transporta ou transmite (trocas de informações intracorpóreas) para outros pontos no interior do organismo (centros de decisão), onde serão interpretadas (decodificadas), ensejando as respostas correspondentes.

Transcrevemos, a seguir, o inteiro teor da publicação referida, o qual mantém coerência com a idéias de Rosalda Paim, constantes de outros Princípios da Teoria Sistêmica Ecológica de Enfermagem:

O que é Nutrição Funcional? - Por Gabriel de Carvalho



A Nutrição Funcional é uma maneira dinâmica de abordar, prevenir e tratar desordens crônicas complexas através da detecção e correção dos desequilíbrios que geram as doenças. Estes desequilíbrios ocorrem devido à inadequação da qualidade da nossa alimentação, do ar que respiramos, da água que bebemos, dos exercícios (a mais ou a menos) e alterações emocionais que passamos.

Estas “inadequações” são consideradas de acordo com a individualidade genética que ocorre em cada um de nós. Vamos a alguns exemplos: enquanto um indivíduo é alérgico a camarão o outro não é. Enquanto para um o café pode gerar dor de cabeça e insônia, para outro não. Enquanto um necessita de mais zinco (ex: 25mg) para produzir ácido suficiente em seu estômago, o outro precisa de menos (ex.: 10mg). Enquanto um precisa de mais ômega 3 para manter os triglicerídeos e o HDL em níveis adequados, o outro precisa de menos.

Da mesma forma que os dados e comandos que colocamos em um computador determinarão o funcionamento desta máquina, as informações que colocamos em nosso organismo, determinarão o seu funcionamento. Os nutrientes (sejam bons ou ruins, equilibrados ou desequilibrados), toxinas, hormônios e neurotransmissores são as “informações” que colocamos em nosso corpo diariamente. Caso você não goste de como sua máquina está funcionando, mude as informações que oferece a ela! Melhor ainda, “contrate” um programador, o nutricionista funcional, para lhe ajudar nesta tarefa!

A Nutrição Funcional considera a interação entre todos os sistemas do corpo, incluindo as relações que existem entre o funcionamento físico e aspectos emocionais.

A Nutrição Clinica Funcional possui cinco princípios básicos:

1) Individualidade bioquímica: Desde pequena(o), você não ouviu sempre dizer que em todo o planeta não há ninguém igual a você? Pois é, todo mundo sabe disso. No entanto, na hora de nos olharmos “por dentro”, em nossa saúde, os profissionais nos tratam como se fossemos todos quase iguais!

A interação de nossa genética única, de nossa alimentação e de elementos ambientais (toxinas, poluentes, estresse mental, atividade física) irão “modular” nosso genes determinando quais “falarão mais alto”, ou quais ficarão “calados”. O que todos desejamos, é "calar" os genes associados a doenças, e "deixar falar” os genes associados à saúde!!!

Este princípio irá nortear à terapia nutricional, que deverá sempre levar em consideração às necessidades individuais, bem como sinais e sintomas apresentados por você. Não podemos esquecer que grande parte da expressão de nossos genes depende do meio ambiente. Assim, podemos apresentar necessidades e carências de acordo com o ambiente em que estamos.

2) Tratamento centrado no paciente: O tratamento é direcionado ao paciente e não a doença, ao oposto da medicina tradicional. Torna-se mais importante saber que paciente tem a doença do que saber que doença o paciente tem. O indivíduo é abordado como um todo, um conjunto de sistemas que se inter-relacionam e que sofrem influências de fatores ambientais, emocionais, alimentares, historia individual de patologias e uso de medicamentos, hábitos de vida e atividade física, por exemplo.

3) Equilíbrio nutricional e biodisponibilidade de nutrientes: Se torna importante a oferta de nutrientes em quantidades adequadas e em equilíbrio com todos os outros, para que haja otimização da sua absorção e aproveitamento pelas células.

4) Inter - relações em teia de fatores fisiológicos: todas as funções de nosso corpo estão interligadas. A teia da Nutrição Funcional considera a inter-relação mútua de todos os processos bioquímicos internos, de forma que um influencia no outro, gerando desordens que abrangem os diversos sistemas. Hoje sabemos, por exemplo, que disfunções imunológicas podem promover doenças cardiovasculares, que desequilíbrios nutricionais provocam desequilíbrios hormonais e que exposições ambientais podem precipitar síndromes neurológicas como a doença de Parkinson. A teia conduz a organização do raciocínio na busca da compreensão dos desequilíbrios que estão nas bases funcionais do desenvolvimento das condições clinicas (i.e. doenças), corrigindo a causa, ao invés de apenas os sintomas genéricos.

5) Saúde como vitalidade positiva: a saúde não é meramente a ausência de doenças, e sim o resultado de diversas relações entre os sistemas orgânicos, por isso devemos analisar os sinais e sintomas físicos, mentais e emocionais que podem estar nas bases dos problemas apresentados.